sexta-feira, 25 de março de 2011

Muffins Maravilhosos da Pauléti

Meus Muffins estão fazendo um grande sucesso. Seja por pessoas que venham aqui em casa ou por simples fotos no facebook que, aparentemente, estão deixando muitos com água na boca. Como eu sou uma pessoa muito legal, vou deixar aqui a receita que tenho usado.


Muffins Maravilhosos da Pauléti

Ingredientes:
                250 gramas de farinha de trigo
                3 colheres (chá) de fermento em pó
                ½ colher (chá) de sal
                150 gramas de açúcar
                1 ovo
                1 xícara (ou 240ml) de leite
                4 colheres (sopa) de oléo vegeral
               
Preparo
- Pré aquecer o forno a 220°C
- Preparar os ingredientes secos em um recipiente e bater os molhados em outro. Abrir um buraco no meio dos ingredientes secos e ali depositar a mistura dos molhados, misturar tudo sem bater.
- Para o recheio pode-se jogar pedaços de chocolate, geléia (minha mãe adoro os que fiz com geléia de morango e com geléia de mirtilo. Também podem ser usadas uvas passas ou pedaços de frutas.
- Assar por 20 a 30 minutos, para saber se está pronto, a tática de fincar o palitinho de fósforo é infalível.
- Atenção em não bater a farinha, ou o Muffin desanda, descobri isso nos meus primeiros, que ficaram muito socados. Outra observação é, eles não irão crescer como um bolo, a massa não é para ficar fofa como a de um cupcake.

Dica: Achei forminhas semelhantes com as que tenho em uma revista da Avon.

Have fun!!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Melancolia

Tem duas coisas que me deixam deprimida, uma é chuva e a outra é a música When You’re Gonne da Avril. No momento eu estou acompanhada das duas coisas, enquanto escuto a música, vejo a chuva cair la fora, o dia nublado e a letra que já me fez chorar quando muito longe daqui eu estava. Hoje, no entando, o dia foi tão bom que eu não estou sentindo aquela melancolia que sempre sinto quando acompanhada de uma das duas.
Quando eu estava nos Estados Unidos, as vezes colocava a música da Avril para tocar. Enquanto assistia ao clipe, me punha no lugar dos personagens ali mostrados, a mulher grávida que tem o marido na guerra do Iraque, a menina que havia sido proibida de ver o namorado, mas o que de fato me fazia chorar era o velhinho, na hora em que ele passava a mão pelas roupas da mulher dele, era a hora, eu já sabia, as lágrimas vinham e a choradeira começava. Estando longe de casa, depois de tanto tempo, com tantos problemas e poucas pessoas em quem confiar, ficamos muito mais sensíveis e de fato, aquela simples música, com uma letra bonita significa tanto naquele momento, demostra exatamente o que sentimos.
Hoje a minha situação é diferente. Estou em casa, tenho alguns amigos e me diverti muito na aula hoje mais cedo, cheguei a chorar, mas dessa vez foi de dar risada. Então vem a chuva e a música inesperadamente é selecionada pelo iTunes. Eu olho ao redor, como se estivesse tendo um Dejà Vu, mas então vejo que não, que não é a mesma coisa, que tudo mudou, que tudo está diferente e para melhor, muito melhor.
As pessoas me perguntam se eu sinto falta dos Estados Unidos e eu, geralmente, não sei o que responder. Sentir, sim ,sinto, mas é estranho, por mais que as coisas aqui sejam caras, que o frozen yogurt seja ruim e que as pessoas não param do lado direito da escada rolante eu ainda prefiro o Brasil. Não sei explicar, sei que no momento a melancolia não me atinge, ou pelo menos, não da mesma forma que atingia há algum tempo atrás. Bom sinal, espero que continue assim. 

quarta-feira, 23 de março de 2011

Primeiro Dia

Estudar quando se opta é muito melhor do que quando não se tem opção. O que quero dizer é, eu optei por voltar a estudar, não, não a famosa faculdade com assuntos expecíficos, mas voltar a estudar tudo aquilo que um dia eu fingi ter aprendido. Formulas químicas, regras gramaticais, leituras obrigatórias. Além de viver toda aquela festa e energia que só um instituto de ensino proporciona.
Eu sempre gostei de ir para o colégio. Não se confundam com uma frase parecida, “eu sempre gostei de estudar”, pois isso não cabe à minha pessoa... Mas estar ali, entre pessoas da tua idade, todos fazendo as mesmas coisas, com os mesmos problemas e trabalhando juntos é o que torna a coisa especial. Não tem aquela atmosfera de competição como em uma empresa, estamos todos juntos, no mesmo barco, remando na mesma direção. E é isso que torna a escola, como uma opção, e não como uma obrigação, tão especial. Estamos ali porque queremos, ou a maioria de nós quer..
A festa de início de aulas é, acredito eu, algo universal. Todos adoram o primeiro dia de aula. Conhecer os professores, os “coleguinhas”, como tenho chamado os meus novos companheiros de batalha, e toda aquela novidade que só um primeiro dia de aula tráz. Eu adoro o primeiro dia de aula assim como eu adoro o final de um livro, aquele frio na barriga, aquela pergunta que não para de martelar, “mas será que vai ser do jeito que eu imagino?”. No primeiro dia tudo parece mais vívido, mais interessante e, talvez, mais chato, por ainda não conhecermos muitas coisas ou muitas pessoas.
Meu professor de química nos mandou escrever, não importa o que. Já que a redação pode ser a tua porta de  entrada, ou de saida, do listão da UFRGS. Sim, o professor de química falou isso, e eu estou aqui, escutando a ele e, assim, pondo o blog em dia. Boa sorte para nós que entramos neste barco hoje e lutaremos pela sobrevivência, com tigre ou sem, como na história do Pi, até o final. 

sexta-feira, 18 de março de 2011

explosão de cores


Quando a gente é criança só queremos saber de cores. Roupas coloridas, quarto colorido, uma verdadeira festa de cores. Depois crescemos um pouco e passamos para cores neutras e muito preto, uma fase “dark” por onde quase todos os adolescentes passam, não que só usem preto, mas ele é sempre a preferência, com medo de ousar, muitas pessoas não saem dessa fase. Agora, voltando, eu brinco que de um coma, pois fiquei muito tempo sem ver  o que se passa aqui, as coisas mudaram, a vida não, me vejo cercada por algo desconhecido, já haviam me falado disso, eu já havia lido notícias sobre o fenomeno Restart e visto fotos de pessoas com cadarsos coloridos, calças coloridas, maquiagem ainda muito preta, mas uma atenção virada às cores que eu nunca havia visto em todos os meus quase vinte e um anos de idade. O neom invadiu os guarda-roupas brasileiros, não só adolescentes, todos!, blusas listradas com cinza, calças verde limão. Eu nunca fui entendida de moda, até hoje peço ajuda pra minha mãe e minha irmã sobre isso, mas não consigo entender como alguém se sente bem saindo na rua com aquela blusa cinza com alguma outra cor, não falo mal da blusa, mas é que TODO MUNDO (menos eu) tem uma blusa daquelas!! Eu tenho pavor de sair e ver alguém usando a mesma blusa ou sapato que eu, acho que ninguém gosta... Saí da moda do conjunto satlo alto+meia calça desenhada+vestido coladinho, fiquei meio perdida na moda tenis+calça vermelha+blusa neom. Já não sei mais distinguir um emo, eles não usam mais roupas listradas em preto e branco ou vermelho, eles ainda existem??
 Daí então crescemos, e vemos o mundo com outros olhos e as cores com outros tons e depois de certa idade começamos a considerar o floreado e o vestido de bolinhas. Então, afinal de contas, quem faz a moda? 

quinta-feira, 3 de março de 2011

Aeroporto

Texto escrito dia primeiro de março de 2011
De novo pensando sobre a tecnologia na vidas das pessoas. Estou passando horas e mais horas dentro de aeroportos, sem a bendida internet ou o amado iPhone. Primeiro foram sete horas no aeroporto de Dulles em DC, depois mais sete horas no aeroporto de Atlanta e outras sete horas previstas no aeroporto de Guarulhos. 7-7-7. E o fato de não poder conectar está me deixando louca. O meu conputador simplesmente não conecta. No Aeroporto de Dulles onde a internet é free ele nao conectou de jeito nenhum, no de Atlanta onde é paga ele conectou, procurei um café no mesmo lugar onde tenha acesso grátis à internet, mas o computador também não conseguiu conectar. Engraçado. Pessoas à minha volta estão grudadas em seus iPhones ou Blackberries, e eu aqui, assistindo a um jogo de basquete com caras gigantes pulando pra lá e pra cá. Sorte que gosto de basquete.
Estarei de volta ao brasil em 20 horas, depois de o meu vôo ter sido cancelado por conta de um tornado na noite de ontem. Estou curtindo um dia de sol, enfiada no aeroporto. Acho que vou sentir falta dos Estados Unidos, aqui as pessoas são muitas vezes frias, mas são mais educadas, não gritam por ai e eu ainda encontro muita gente disposta a ajudar. Aqui quando eles estão dispostos a ajudar, ajudam mesmo, muito bom. Um cara ontem, ouvindo a minha conversa com uma atendente da Delta, me achou dois voos para a mesma noite, diretos para o Brasil no telefone dele, eu não pedi nada, nem havia falado com ele, mas ele foi ali e fez a pesquisa pra mim, ouvindo o “desespero” da minha vóz, infelizmente a moça disse que não poderiam mudar o vôo para a Tam ou United. Por outro lado, outro dia no aeroporto (sim, tenho andando por muitos ultimamente), uma senhora havia pedido o telefone de uma moça emprestado pra avisar o familiar dela que o vôo estava atrasado, a mulher simplesmente disse “não”. Pelo menos dá uma desculpa qualquer né...
Fico imaginando, devia ser tão difícil de marcar um jantar ou uma festa sem a internet, né? Ligar para todos ou, ainda, enviar convites “à moda antiga”. Lembro dos convites que eu fazia para as minhas festinhas de aniversário quando era criança. E daí entregava para os coléguinhas na escola, lendo o nome de cada um no envelope. Eu adorava fazer os convites com a minha mãe. Lembro que uma vez fizemos eles a mão, recortamos o papel e colamos um barquinho de papel na frente para os meninos e um coração para as meninas. Hoje as coisas são (quase) todas marcadas super em cima da hora, então eu abro uma mensagem conpartilhada no Facebook e convido todo mundo, ou se cria um evento, mas esses eu não curto muito for some reason. As vezes me  da vontade de virar “old fashion”, onde tudo parece ser mais real, não tão rápido e feito com mais carinho. Inclusive os amigos são mais reais e menos... bom, menos virtuais. 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

High Tech

Tecnologia vicia. Não é a primeira vez que penso que estou dependente de todos esses aparelhos eletrônicos à minha volta. Há uns anos eu estava muito ligada ao computador e celular quando, em 2005, começamos a usar internet wireless lá em casa. O uso da internet passou a ser ilimitado, nossa, que sonho heim... e aquele barulhinho para conectar virou coisa do passado! Hoje em dia já não posso mais imaginar a minha vida sem internet, faço tudo por aqui, compro, pesquiso, acho lojas, emprego, amigos, informações, notícias. Há dois dias eu me vi na companhia de três computadores, desliguei um deles e fiquei nos outros dois, passando documentos de um para o outro. Iphone do lado, apitando a cada e-mail recebido ou atualização do Facebook, iPod conectado no player, webcam ligada. Que vida é essa? Aí lembro das histórias do meu pai sobre o jeito que ele gravava músicas que tocavam na rádio em fitas, lembro da TV prateada que um dia tivemos lá em casa e da famosa invenção para bater manteiga do meu avô. Televisão? Me desacostumei a seguir horários, hoje clico em “menu”, pego a opção “search tv show” e ali ponho para gravar todo e qualquer programa que desejo assitir, normalmente acabo assistindo no dia seguinte, ou as vezes até uns dias depois se não tenho tempo ou paciencia para isso no momento. Sem compromisso. Livros? Ontem eu expliquei para a Daiane o que era um Kindle, aquele que eu adoraria ter mas que no Brasil ainda não é uma vantagem. Acho que devo fazer que nem a Natasha, voltar aos bons e velhos gibis, sentar na rede e ler vários, um atrás do outro. Depois quem sabe, fazer um bolo escutando o CD dos Saltimbancos (sim, eu adoro!! E é muito bom pra lembrar da infância) e cantar “o pão, a farinha, feijão, carne seca quem é que carrega? IÓ!”. Mas isso só será possível quando eu voltar pra casa, primeiro porque aqui não tenho gibis da Mônica, segundo porque aqui os meus bolos não dão certo (tem algo estranho nesse país!) e terceiro, não tenho o CD dos Saltimbancos... Teria a opção de baixar da internet, mas ai teria que conectar o iPod no player de novo, então perderiamos o fio da meada. Acho que está na hora de deixar de ser tão fã do Steve Jobs e mais fã do Érico Veríssimo, Agatha Christie e afins, aproveitando que as últimas páginas publicadas pelo Stieg Larson ainda me esperam (admito que estou com medo de terminar de ler o livro e me sentir perdida, estou lendo pouquíssimas páginas por dia), vou me retirar desse mundo tecnológico por algum tempo. Ou pelo menos até o meu celular apitar com um novo e-mail da minha irmã ou da Visctoria’s Secret. A gente faz o que pode.