segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mais um dia, de novo...

É legal o jeito que as coisas são. As vezes estamos nos sentindo meio pra baixo e aí algo acontece e nos faz rir de verdade, as vezes temos uma chance de nos sentir uteis quando estamos pra baixo e com aquele sentimento de que ninguém nos da real valor.
Tenho prestado atenção nestes acontecimentos, já que tanto tempo tenho para pensar entre um horário de estudo e uma aula. Ontem eu estava me sentindo sobrecarregada, muito estudo, desentendimento com amigos e ainda estava sozinha em casa. Decidi ir caminhar, dei a minha volta usual e decidi dar uma segunda, ao passar pelos fundos de uma escola, dois alunos do internato começaram a falar comigo, eu não respondi, mas achei muito engraçado as cantadas em sotaque colonês dos meninos.
Hoje cedo acordei com aquele sentimento preguiçoso de mais uma segunda-feira, mais uma semana e  faz muito frio. Saí uns minutinhos mais cedo, já mais bem disposta, mas pensando que todo dia era igual, mesma rotina de manhã cedo, pegar o trem, ir pra aula, termina a aula, pegar o trem de novo... aquela coisa. Ao chegar na estação tive uma prova de que os dias são diferentes, basta a gente querer ver essa diferença. O cara que estava na minha frente na fila da compra de ticket tinha uma lagartixa nas costas, uma meio filhote, escurinha, ali, olhando pra nós, provavelmente bem perdida. Eu não sabia se comentava com ele ou deixava quieto, antes de eu decidir ele saiu e só o vi de novo dentro do trem, a coitadinha ainda nas costas dele, mas aí eu já tinha decidido ficar quieta. Me imaginei cutucando ele e dizendo: Com licença, senhor, tu tens uma lagartixa nas costas”... Agora imagino o que aconteceu com a coitadinha.
Acho que todo dia tem o seu marco, seja um momento assim pequeno e insignificante, como o da lagartixa, ou algo mais importante, mais relevante para a nossa vida. Eu não acredito que a vida de alguém possa ser tão vazia e presa àquela rotina que nada de diferente aconteça, acho que a diferença do nosso dia está ali, só quem precisa olhar melhor ao redor somos nós mesmos.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Aluga-se Desesperados

A que ponto chega o desespero das pessoas quando a tão temida data do dia dos namorados se aproxima? Faz um mês que eu só ouço falar em dia dos namorados, e o pior, quem mais fala são os solteiros. Agora estão todos com a piada de não precisar passar o dia dos namorados com o namorado pois também não passamos o dia do Índio com um índio ou dia da árvore com uma árvore. Algumas pessoas postaram essas plaquinhas no Facebook e isso chamou muito a minha atenção. Então eu entrei pessoalmente no BlogPop e dei uma olhada na ideia dos caras. Bem interessante e umas bem criativas, me chamem de mala, mas esse não é o tipo de humor que eu curto the most. Vou postar umas aqui e, quem tiver curiosidade e quiser ver todas, pode dar uma passada no BlogPop, tem outras coisas interessantes nesse site também, eu não o conhecia e achei bem legal.



Essa só falta oferecer dote.

Príncipe Encantado entrou na brincadeira?


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Discussão Matinal

Primeiros não pensamos em nada, nossos pensamentos estão tão longe que não conseguimos, após alguns minutos, nem mais lembrar por onde andavam. De repente um barulho muito chato e irritante toma conta dos devaneios, que logo se vão, dando lugar a irritação. É aí que acordamos e tateamos a cama em busca do maldito produtor daquela coisa tão incômoda. O despertador para e uma guerra dentro do nosso cérebro começa, o dia ainda está escuro, a lua ainda no céu e uma vontade imensa de virar pro lado e ignorar o mundo toma conta de nós.
A Razão fala então por ela, é hora de acordar, você tem responsabilidades. A Preguiça rebate, dando uma ideia, e se matarmos o banho? O Bom Senso declara que ai começaremos o dia de uma péssima maneira, cara amassada e cabelo desgrenhado. A Razão volta a ter a palavra, Paula, você vai se atrasar!!
Este foi um dia em que a preguiça perdeu a batalha, a Força de Vontade viu que teria de dar um jeito na situação e a pôs de escanteio. Levantei num pulo e fui pro banho, afinal, já estava três minutos atrasada. Por três minutos eu perco o trem, assim o meu lugar favorito na sala de aula e assim a companhia dos meus colegas.  
Todo o dia é a mesma coisa, a mesma discussão. As vezes quem fica de escanteio é o banho, mas vinte minutos depois o despertador toca novamente e a mesma peleja começa pela segunda vez no dia. Já faz mais de dois anos que tenho que acordar as 5:30 da manhã, admito que ultimamente a Preguiça tem menor poder nessas frequentes discussões internas. 

sábado, 28 de maio de 2011

iTralhas

Hoje, pra onde eu olho, vejo um iPad. A plavra Tablet está em todos os lugares, nos jornais, propagandas de TV, reportagens dos telejornais e promoções de lojas (gaste x e concorra a um iPad). Agora, a pergunta que eu me faço ao ver isso everywhere é: pra quê o brasileiro precisa de um troço desses? Sinceramente, as vantagens desse "trócinho" é que levamos para tudo quanto é canto, é levinho, pode ser usado no trem, parada de ônibus ou filas intermináveis de banco. Agora, hoje, no Brasil, eu posso tirar um Tablet da bolsa e ler um livro ou entrar na internet? Eu posso ficar jogando Angry Birds no trem? Acredito que não, nem o meu iPod eu tiro da bolsa com a confiança de que ninguém vai me segurar numa esquina em Porto Alegre. As pessoas fizeram fila para comprar o quanto antes o primeiro iPad 2G no Barra Sul, e pra que minha gente?? Não tem nada ali que não tenha em um Smart phone, nada que não tenha num iPod touch, ou iPhone. O brasileiro, eu tenho observado, está com um sério problema, acredito eu de auto estima, parece que precisa ter tudo para provar que é feliz, ou que tem dinheiro... Ninguém precisa de um iPod, um Smart Phone e um tablet, pra início de conversa, o Smart Phone, o iPod no caso do Touch e o iPad não têm lá grandes diferenças, a diferença é que o touch precisa achar um lugar com internet, o iPad é maior e o celular faz ligações, mas todos os aparelhos da Apple têm as mesmas funções(calendário, bloco de notas, jogos, iBook, despertador, contatos, e-mail). Eu, quando nos Estados Unidos, pensei em comprar um iPad, que já estava na segunda geração, mas após muito pensar, decidi que não. Tínhamos um em casa e a unica coisa pra que ele era usado era para as crianças jogarem e eu olhava umas receitas ali de vez em quando, já que o iPhone não tinha sinal na cozinha. Decidi que, quando for rica, terei então um iPad na cozinha para ver minhas receitinhas.. mas que agora não preciso disso. Acho que o brasileiro está perdendo um pouco da noção do que é necessário ou útil e do que é legal ter. Primeiro paguem as contas em dia, depois façam mais dívidas.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Descobri a verdade.

Hoje eu descobri a verdade sobre o meu nome. Sempre perguntei pra minha mãe, que respondia a mesma coisa toda vez, "te achei com cara de Paula". Mas eu sabia, tinha que ter algo mais aí nessa história. Hoje, assistindo ao Video Show, descobri a verdade.
Cheguei tarde em casa hoje, normalmente chego e, enquanto almoço, assisto ao Jornal Hoje. No entanto, ao chegar, já passava Video Show, fiquei assistindo por falta de opção melhor, e estavam falando sobre o Show de ontem do Paul McCartney, no Rio de Janeiro. No final no programa eles passaram imagens antigas, do primeiro show dele no Brasil, em 1990. Por pura curiosidade, fui no Google ver a data exata do show dele. Dia 21 do Abril.
Minha mãe pode não saber, mas agora eu sei. Meu nome é Paula em homenagem a Paul McCartey. Como uma boa fã de Beatles ela, sem se dar conta, homenageou o cara, provavelmente foi o nome dele que viu na capa da Zero Hora daquele dia, sem saber que a Paulinha vinha dalí há poucas horas dar o ar da graça. Infelizmente não tenho os mesmos dons vocais dos ex-Beatle, mas nome também não faz milagre. 

domingo, 22 de maio de 2011

O Cusco da Casa ao Lado

Aqui na rua temos um cusco. Ele tem uma história meio triste, morava em uma casa, era feliz e latia quando alguém passava na frente. Depois de algum tempo seus donos decidiram comprar outros cachorros, grandes, de raça, para fazer verdadeira proteção do lugar. Pelo que se pode entender, os cachorros não se deram muito bem com o cusquinho que acabou sendo enxotado. Pobrezinho, agora vive na frente de seu antigo lar, alí o pessoal da casa põe um potinho com água e outro com ração para ele, junto a um tapete onde ele dorme em cima. Sempre que passo ali, dou oi para o bichinho, pequenininho e viralatinha, não podia ser mais simpático. Lá ele fica, me olhando com aquele grandes e brilhantes olhos, os próprios de cusco sem dono, pedindo um carinho, um pouco de atenção, se olho para ele, me segue até em casa, na esperança de que vou lhe dar um pouco mais de atenção. Já vi pessoas dando restos de comida pra ele e crianças brincando. Acho que todos da rua se perguntam o que ele faz vivendo fora da casa, e não dentro dela, onde vivia antigamente e se é, ou não, considerado um cachorro abandonado. Ainda tenho esperança de que a sua “host family” o acolha novamente, afinal, é cuper dócil e querido.