quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

High Tech

Tecnologia vicia. Não é a primeira vez que penso que estou dependente de todos esses aparelhos eletrônicos à minha volta. Há uns anos eu estava muito ligada ao computador e celular quando, em 2005, começamos a usar internet wireless lá em casa. O uso da internet passou a ser ilimitado, nossa, que sonho heim... e aquele barulhinho para conectar virou coisa do passado! Hoje em dia já não posso mais imaginar a minha vida sem internet, faço tudo por aqui, compro, pesquiso, acho lojas, emprego, amigos, informações, notícias. Há dois dias eu me vi na companhia de três computadores, desliguei um deles e fiquei nos outros dois, passando documentos de um para o outro. Iphone do lado, apitando a cada e-mail recebido ou atualização do Facebook, iPod conectado no player, webcam ligada. Que vida é essa? Aí lembro das histórias do meu pai sobre o jeito que ele gravava músicas que tocavam na rádio em fitas, lembro da TV prateada que um dia tivemos lá em casa e da famosa invenção para bater manteiga do meu avô. Televisão? Me desacostumei a seguir horários, hoje clico em “menu”, pego a opção “search tv show” e ali ponho para gravar todo e qualquer programa que desejo assitir, normalmente acabo assistindo no dia seguinte, ou as vezes até uns dias depois se não tenho tempo ou paciencia para isso no momento. Sem compromisso. Livros? Ontem eu expliquei para a Daiane o que era um Kindle, aquele que eu adoraria ter mas que no Brasil ainda não é uma vantagem. Acho que devo fazer que nem a Natasha, voltar aos bons e velhos gibis, sentar na rede e ler vários, um atrás do outro. Depois quem sabe, fazer um bolo escutando o CD dos Saltimbancos (sim, eu adoro!! E é muito bom pra lembrar da infância) e cantar “o pão, a farinha, feijão, carne seca quem é que carrega? IÓ!”. Mas isso só será possível quando eu voltar pra casa, primeiro porque aqui não tenho gibis da Mônica, segundo porque aqui os meus bolos não dão certo (tem algo estranho nesse país!) e terceiro, não tenho o CD dos Saltimbancos... Teria a opção de baixar da internet, mas ai teria que conectar o iPod no player de novo, então perderiamos o fio da meada. Acho que está na hora de deixar de ser tão fã do Steve Jobs e mais fã do Érico Veríssimo, Agatha Christie e afins, aproveitando que as últimas páginas publicadas pelo Stieg Larson ainda me esperam (admito que estou com medo de terminar de ler o livro e me sentir perdida, estou lendo pouquíssimas páginas por dia), vou me retirar desse mundo tecnológico por algum tempo. Ou pelo menos até o meu celular apitar com um novo e-mail da minha irmã ou da Visctoria’s Secret. A gente faz o que pode. 
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