quinta-feira, 5 de maio de 2011

quebra de silêncio

I would like to have something to say, but I don't really have it. You know when you feel that you want to say something but, when you open your mouth, nothing comes out?.. Maybe because you don't know if that's the right thing to say, or if that's what you really feel like, or just, simply, you have no idea what to talk about.

Isso tem acontecido muito comigo. Naqueles minutos de silêncio que eu odeio, tento quebrá-los, mas não dá certo, pois a mente continua vazia, sem nada a ser passado para palavras. Talvez seja isto que eu esteja fazendo aqui, quebrar um silêncio de alguns dias sem postar, mas penso e penso, e nada me vem em mente. Não que não aconteça nada de interessante nos meus dias, muito pelo contrario, volta e meia acontecem coisas que penso, nossa, tenho que falar sobre isso no blog!, mas chego aqui e me vejo em um branco quase infinito.

Neste silêncio a música me acompanha, com palavras sábias, ou as vezes nem tanto. Muitas vezes confortadoras. Enquanto eu espero um assunto aparecer, uma ideia chegar, mas nunca fui boa puxando assunto com os outros, conversando praticamente sozinha então,... melhor ficar quieta. Por outro lado, também tenho andado meio ocupada com estudos, treinamentos, preparação de aulas, toda essa zona do dia a dia de todo mundo, quando sento em frente do laptop para escrever acho normal a mente já estar vazia, depois de um dia cheio. Por isso que hoje estou aqui na metade do meu dia, pensei que assim talvez eu conseguisse escrever.

Devo estar em crise, é isso. Todos os escritores passam por elas, por mais que tentem escrever, nada de bom sai. Não estou dizendo que sou uma grande escritora, mas desde que blogueio eu escrevo, talvez ainda antes disso, quando criava histórias bestas, coisas de adolescentes desocupados sem muita matéria para estudar, aulas para preparar e treinamentos para comparecer e, assim, muitas ideias viajando pela nossa imaginação. Então, assim esperamos que a crise passe de uma vez e eu volte a escrever até nos cantos dos cadernos e guardanapos... E a esperança da minha mãe é que eu, lendo José Saramago, irei começar a escrever que nem o cara. Acho mais fácil escrever O Crepúsculo em estilo Machadista, sinceramente...

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